Você conhece seus alunos?

Entre os vários conhecimentos de que o Professor da EBD precisa ter, um dos mais importantes é, sem dúvida, o conhecimento dos alunos. Através dele é que o professor definirá a metologia e a linguagem mais adequadas para que o processo de ensino/aprendizagem seja eficaz. Além disso, o relacionamento entre o Professor da EBD e seus alunos transcende a aula; precisa ser um relacionamento de confiança mútua e amor fraternal. Isto só será possível se o professor tiver conhecimento dos alunos. 

Para auxiliar o prezado leitor a conhecer melhor os alunos destacamos os seguintes aspectos:

Temperamento: O termo provém do latim temperamentum e está relacionado com a maneira de ser dos indivíduos. Usualmente os temperamentos são classificados em quatro tipos:

a) Colérico
  • Características positivas: decisão, otimismo, firmeza, coragem, liderança
  • Características negativas: ira, frieza, individualismo, impaciência, aspereza, sarcasmo
b) Fleumático
  • Caraterísticas positivas: alegria, bondade, diplomacia, tranquilidade, fidelidade
  • Características negativas: insegurança, preocupação, autocobrança, teimosia
c) Melancólico
  • Características positivas: sensibilidade, inteligência, sinceridade, sensatez.
  • Características negativas: pessimismo, orgulho, introspecção, perfeccionismo, rancor, desconfiança
d) Sanguíneo
  • Características positivas: afetividade, despreocupação, articulação, cordialidade, otimismo
  • Características negativas: ingenuidade, infantilidade, esquecimento, falta de comprometimento, insegurança

Segundo alguns autores, o temperamento está ligado ao comportamento.

Comportamento: Do ponto de vista psicológico, o comportamento é o modo de agir do ser humano perante o seu ambiente. Segundo a Dr.ª Úrsula Markham, existem três tipos de comportamento:

a) Agressivo: Concentra-se em satisfazer as próprias necessidades; gosta do sentimento de poder; repete constantemente que está com a razão; costuma isolar-se; costuma ter muita energia, mas emprega-a de forma destrutiva na maioria das vezes; sabe desmoralizar e humilhar os outros

b) Submisso: Deixa que os outros o humilhem; padece de sentimento de insegurança e inferioridade; fica furioso consigo mesmo porque sabe que deixa os outros se aproveitarem dele; esconde os verdadeiros sentimentos; é tímido e retraído; não sabe receber elogios; sofre de estresse excessivo, por isso demonstra pouca energia e entusiasmo

c) Assertivo: Preocupa-se com os seus direitos, e com o dos outros; costuma atingir seus objetivos; respeita os outros e se dispõe a negociar e a contemporizar; sempre cumpre as suas promessas; consegue expressar seus verdadeiros sentimentos de tal forma que não magoa os outros; está preparado para correr riscos; reconhece seus fracassos e sucessos; sente entusiasmo e sabe motivar os outros; sente-se bem consigo mesmo.

Bibliografia

LaHaye, Tim F. Temperamentos Transformados. Editora Mundo Cristão. São Paulo. 2011.

Markham, Ursula. Como lidar com pessoas difíceis. Editora Mandarim.São Paulo. 2002

Haverá oportunidade de salvação durante a Grande Tribulação?


Esta é uma pergunta recorrente, sobre a qual vários irmãos têm dúvida. Vejamos o que diz texto bíblico abaixo:

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; e clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém. E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra. Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes vivas das águas; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima”. (Apocalipse 7:9-17)

Segundo a grande maioria dos intérpretes, este texto fala sobre almas que serão salvas durante o período da Grande Tribulação. Selecionamos duas citações; veja:

“A grande multidão de todas as nações, tribos, povos e línguas; vestida de branco e com palmas nas mãos, trata-se dos gentios que serão salvos mediante a fé no Senhor Jesus durante a Grande Tribulação” (MACDONALD, 2008)

“A grande multidão representa gentios que ouviram o testemunho final e creram” (MCNAIR, 2006)

Reforçando o ponto de vista de que HAVERÁ SALVAÇÃO, durante o período tribulacional, um dos grandes especialistas em Escatologia, o Dr. Tim LaHaye (2005, p. 1178), escreveu: 

“Haverá uma grande colheita de almas durante a Tribulação, de tal modo enorme que não pode sequer ser contada”

Se a Bíblia, e seus intérpretes, afirmam que haverá salvação durante a Grande Tribulação, por que várias pessoas afirmam o contrário?

Alguns irmãos acabaram sendo influenciados por ensinos peculiares de algumas denominações, como a IPDA, cujo artigo nº 8 da Regra de Fé diz o seguinte: 

“A Igreja Pentecostal Deus é Amor: Crê que a Igreja do Senhor não passará pela Grande Tribulação, mas será arrebatada, antes disso, por Jesus, conduzida pelo Espírito Santo. Crê que os que ficarem após o arrebatamento não terão nova chance de salvação, pois a porta da graça se fecha para a Igreja com o arrebatamento (I Ts 4.13-17; 1 Co 15.51,52; Ap 3.10)”.

Outros irmãos, baseados em II Tessalonicenses 2.6-7, acreditam que não haverá salvação durante a Grande Tribulação, pois o Espírito Santo será retirado da Terra… Será?

Antes de recorrer às citações dos estudiosos, gostaria de lembrar que quem afirma que o Espírito Santo será retirado da Terra nega, ainda que inconscientemente, o Atributo Divino da Onipresença (Salmo 139.7-9). 

Se Espírito Santo não será retirado da Terra, qual a interpretação correta? Vejamos o que dizem os intérpretes:

“O Espírito Santo continuará a estar na terra da mesma forma que esteve nos tempos do Velho Testamento; mas não no modo especial como esteve aqui durante esta era.” (THIESSEN, 1987)

“Durante a Tribulação o Espírito Santo ainda estará no mundo, convencendo as pessoas do pecado e conduzindo-as à fé em Cristo.” (MACDONALD, 2008)

“Durante a Tribulação não haverá força limitadora contra a iniquidade e o pecado como existe hoje”. (LAHAYE, 2005)

Baseados no que dizem os intérpretes da Bíblia Sagrada, podemos entender que o Espírito Santo, durante a Grande Tribulação, deixará de impor limites contra a iniquidade e o pecado e, também, atuará da maneira que atuava no Antigo Testamento. Ou seja, NÃO SERÁ RETIRADO DA TERRA!

Espero que este texto tenha sido útil para esclarecer as dúvidas.

Antes de encerrar gostaria de dizer que, embora a oportunidade de salvação seja uma realidade durante o período tribulacional, devemos assegurar nossa salvação HOJE! Pois o período tribulacional será o mais difícil da história, e o anticristo vai "fazer guerra aos santos, e vencê-los"; (Apocalipse 13:7)

Maranata!


Bibliografia

IPDA, Regra de Fé. Artigo nº 8. https://www.facebook.com/notes/d%C3%A9bora-miranda/regra-de-f%C3%A9-da-ipda/339369122818803/

LaHaye, T. Bíblia de Estudo Profética. Editora Hagnos, São Paulo, 2005

MacDonald, W. Comentário Bíblico Popular – Novo Testamento. Editora Mundo Cristão. São Paulo, 2008

McNair, S. E. Bíblia de Estudo Explicada. CPAD, Rio de Janeiro, 2006

Thiessen, H. C. Palestras em Teologia Sistemática. Imprensa Batista Regular, São Paulo, 1987

A Escola Bíblica Dominical e o Trabalho em Equipe

Nesta edição abordaremos um tema bastante interessante: O Trabalho em Equipe!

Uma das experiências mais enriquecedoras que podemos ter no exercício do ministério é trabalhar em equipe.

A princípio pode não parecer fácil, pois a cultura administrativa brasileira, no âmbito político e empresarial, é da administração centralizada e hierarquizada; acabamos assimilando e reproduzindo isto quase que inconscientemente. Muitas vezes não nos damos conta de que o trabalho em equipe pode produzir melhores resultados, além de abrir oportunidade para que outras pessoas possam usar seus talentos na busca de alcançar objetivos comuns. Reconheço que não é fácil “desapegar” de um modelo ao qual estamos tão acostumados, mas para que o trabalho em equipe se torne em realidade será necessário:

Reciclagem: É importantíssima a constante atualização do Superintendente e do Corpo Diretivo da EBD, para que se mantenham motivados e seu trabalho seja eficaz. A participação em cursos, simpósios, palestras, e leituras pertinentes ao tema poderá ajudar muito!

A grande dificuldade da implantação trabalho em equipe é justamente “montar uma equipe”. Hoje, para boa parte das pessoas, fazer qualquer atividade na igreja é sinônimo de renúncia e sofrimento. Não há muitas pessoas dispostas a servir! O Superintendente da EBD deve ter paciência, pois terá que fazer que cumprir várias etapas até conseguir montar uma equipe de trabalho:

  1. É necessária uma observação criteriosa para descobrir as pessoas comprometidas e talentosas que existem. 
  2. É preciso treinar as pessoas. Nem sempre as pessoas disponíveis para colaborar estão totalmente “prontas”. Para que os resultados possam aparecer será necessário investir em treinamento.
  3. É preciso ouvir as pessoas. Existem na igreja pessoas com conhecimento técnico, contatos, experiência de vida e criatividade superiores à nossa. Se dermos voz e vez a essas pessoas, aproveitando o potencial delas, todos sairão ganhando; principalmente a EBD e Igreja do Senhor Jesus Cristo.
  4. É preciso compartilhar. É possível conseguir excelentes resultados compartilhando com a equipe os projetos e estratégias de trabalho. Geralmente o líder transmite a ideia inicial do que pretende fazer, e a equipe tem abertura para discutir o projeto e encontrar a melhor forma de realizá-lo. Prepare-se, pois suas expectativas podem ser superadas!
  5. É preciso dar liberdade para trabalhar. Para que o trabalho em equipe ocorra é preciso dar a maior autonomia possível à equipe, e estabelecer um feedback eficiente para estar ao par do andamento dos projetos.
  6. É preciso reconhecer. Devemos procurar reconhecer o valor da colaboração que recebemos. Seja através de um elogio, e-mail, agradecimento público; o importante é mostrar que você reconhece que não fez nada sozinho, e que sem a ajuda da sua equipe o que foi realizado não seria possível!

Esperamos que a EBD alce voos mais altos através do trabalho em Equipe!

A Importância das Reuniões


Caro leitor, é provável que você já tenha ouvido expressões como: “A EBD é a maior escola do mundo”, “A EBD é a melhor escola do mundo” ou “A EBD é a maior agência de ensino do Reino de Deus”. Não podemos negar que todas estas expressões são verdadeiras, mas nem sempre tratamos a EBD, em termos de organização, como uma instituição educacional.

Uma das grandes diferenças que podemos perceber, entre a EBD e outras instituições educacionais, é o fato de que, com algumas exceções, a EBD não possui uma “coordenação pedagógica” e não reúne periodicamente a diretoria e os docentes para estabelecer objetivos, elaborar estratégias, avaliar resultados e corrigir distorções. Futuramente abordaremos com detalhes a questão da coordenação pedagógica na EBD. Nesta edição falaremos sobre as reuniões administrativo-pedagógicas.

Estas reuniões devem contar com a presença da diretoria da EBD (que, na maior parte dos casos, é composta por: Superintendentes, Secretários e Guarda Ofertas) e do corpo docente, incluindo professores de todas as faixas etárias. 

Para que as reuniões sejam bem-sucedidas é necessário que sejam observados alguns cuidados:
  1. Notificação prévia aos participantes: Horário, Local, Propósito e Assuntos que serão abordados;
  2. Organização do local da reunião: a reunião deve ser realizada em um local adequado (boa iluminação, assentos adequados) visando o conforto físico dos participantes e a produtividade;
  3. Preparo de um esboço ou agenda das atividades que serão desenvolvidas ao longo da reunião;
  4. Fornecimento de material aos participantes: papel e caneta para anotações, pauta da reunião para acompanhamento dos assuntos e recursos audiovisuais (caso forem utilizados) em ordem.

O Superintendente da EBD, ao presidir a reunião, deve:
  1. Preparar bem a reunião, de modo que os participantes sintam-se envolvidos, motivados e cientes dos propósitos da reunião;
  2. Começar, e terminar, a reunião no prazo determinado;
  3. Criar uma atmosfera em que os participantes sintam-se livres, e encorajados, a emitir opiniões que contribuam para resolução dos temas propostos;
  4. Evitar que as discussões fujam aos temas propostos previamente;
  5. Cultivar o bom humor e o entusiasmo, evitando assim que a reunião se torne maçante;
  6. Deixar claro aos participantes que a participação deles é apreciada e que as reuniões são de grande importância para o sucesso da EBD.

Finalmente, deve ser feita uma avaliação dos resultados da reunião:
  1. A equipe funcionou bem durante, e pareceu satisfeito ao término da reunião?
  2. Houve algum problema(s) específico(s)? O que pode ser feito para resolvê-lo(s)?
  3. Houve alguma ausência? Qual o motivo?
  4. Houve negligência ao tratar aspectos importantes de determinado assunto discutido na reunião
  5. Quais foram os resultados positivos da reunião?
  6. Quais foram as conclusões a que se chegou?
  7. Há algo que pode ser melhorado para reuniões futuras?

Mãos à obra e boas reuniões! A EBD agradece.


Bibliografia

Davies, Billie. Pessoas, Tarefas e Objetivos. ICI, Lisboa, 2006.

Você acredita em Escola Dominical?

Alguns anos atrás ganhei um livreto com um título muito sugestivo: “Você acredita em Escola Dominical?”. Passados quase trinta anos do lançamento do referido livro, escrito pelo Dr. Angelo Gagliardi, gostaria de refletir um pouco sobre a pergunta formulada por ele.

Lamentavelmente existem muitas pessoas que não acreditam na Escola Dominical. Isso é comprovado pelo fato de que algumas denominações extinguiram a EBD. Outro fato que demonstra o descrédito de muitos em relação à EBD é a frequência de um contingente que não chega, na maioria dos casos, a um terço dos membros da maioria das igrejas.

Por que muitos não acreditam na Escola Dominical? Vejamos:

a) Porque baseados em experiências frustrantes do passado rotularam a EBD como “ultrapassada” ou “ineficaz” e não acompanharam a grande evolução do currículo e material didático da EBD, bem como o alto nível dos encontros e conferências promovidos pela CPAD para a capacitação dos docentes e superintendentes;

b) Porque desconhecem a enorme contribuição da EBD na formação teológica, moral e intelectual dos seus alunos;

c) Porque são suscetíveis a opiniões de pessoas que, além de não serem alunos da EBD, são críticos contumazes.

Por que devemos acreditar na Escola Dominical? Porque, além da evolução e contribuições que mencionei acima, a EBD:

  • Estimula a Leitura e o Estudo da Bíblia Sagrada: Boa parte dos cristãos que são leitores e estudantes da Bíblia Sagrada adquiririam esses hábitos salutares através de sua participação na Escola Dominical. 
  • Ajuda o aluno a desenvolver raciocínio investigativo e melhorar a comunicação: Na Escola Dominical o aluno tem a oportunidade de expressar suas opiniões, formular perguntas e esclarecer suas dúvidas. Além disso, através da participação o aluno vai vencendo a inibição e passa a comunicar-se melhor!
  • É um verdadeiro celeiro para a formação de novos obreiros: Grande parte dos nossos obreiros, além de terem recebido os “rudimentos da doutrina” na EBD, iniciaram sua trajetória como alunos, e posteriormente exercendo alguma função na EBD. O ideal é que o obreiro nunca deixe de ser aluno da EBD, pois quem não está disposto a aprender, não está apto para ensinar!
  • Auxilia a família na instrução das crianças: A Palavra do Senhor nos orienta - “instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv 22.6); sabemos que esse papel é, primordialmente, da família; mas a EBD foi, é, e continuará sendo importantíssima na instrução das nossas crianças.
  • Fortalece a família: Uma família que vai unida à Escola Dominical, permanece unida! Digo por experiência própria! Meu Pai aceitou a Cristo na EBD, e sempre fez questão de que toda a família frequentasse assiduamente. Esse procedimento foi imprescindível para que nossa família fosse estruturada na Palavra, fortalecida e, mesmo após a morte de meu pai, permanecêssemos unidos e servindo ao Senhor!

Eu acredito na Escola Dominical! E você?


Bibliografia

Gagliardi, A. J. Você acredita em Escola Dominical?. Vinde, Rio de Janeiro, 1997