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Você conhece seus alunos?

Entre os vários conhecimentos de que o Professor da EBD precisa ter, um dos mais importantes é, sem dúvida, o conhecimento dos alunos. Através dele é que o professor definirá a metologia e a linguagem mais adequadas para que o processo de ensino/aprendizagem seja eficaz. Além disso, o relacionamento entre o Professor da EBD e seus alunos transcende a aula; precisa ser um relacionamento de confiança mútua e amor fraternal. Isto só será possível se o professor tiver conhecimento dos alunos. 

Para auxiliar o prezado leitor a conhecer melhor os alunos destacamos os seguintes aspectos:

Temperamento: O termo provém do latim temperamentum e está relacionado com a maneira de ser dos indivíduos. Usualmente os temperamentos são classificados em quatro tipos:

a) Colérico
  • Características positivas: decisão, otimismo, firmeza, coragem, liderança
  • Características negativas: ira, frieza, individualismo, impaciência, aspereza, sarcasmo
b) Fleumático
  • Caraterísticas positivas: alegria, bondade, diplomacia, tranquilidade, fidelidade
  • Características negativas: insegurança, preocupação, autocobrança, teimosia
c) Melancólico
  • Características positivas: sensibilidade, inteligência, sinceridade, sensatez.
  • Características negativas: pessimismo, orgulho, introspecção, perfeccionismo, rancor, desconfiança
d) Sanguíneo
  • Características positivas: afetividade, despreocupação, articulação, cordialidade, otimismo
  • Características negativas: ingenuidade, infantilidade, esquecimento, falta de comprometimento, insegurança

Segundo alguns autores, o temperamento está ligado ao comportamento.

Comportamento: Do ponto de vista psicológico, o comportamento é o modo de agir do ser humano perante o seu ambiente. Segundo a Dr.ª Úrsula Markham, existem três tipos de comportamento:

a) Agressivo: Concentra-se em satisfazer as próprias necessidades; gosta do sentimento de poder; repete constantemente que está com a razão; costuma isolar-se; costuma ter muita energia, mas emprega-a de forma destrutiva na maioria das vezes; sabe desmoralizar e humilhar os outros

b) Submisso: Deixa que os outros o humilhem; padece de sentimento de insegurança e inferioridade; fica furioso consigo mesmo porque sabe que deixa os outros se aproveitarem dele; esconde os verdadeiros sentimentos; é tímido e retraído; não sabe receber elogios; sofre de estresse excessivo, por isso demonstra pouca energia e entusiasmo

c) Assertivo: Preocupa-se com os seus direitos, e com o dos outros; costuma atingir seus objetivos; respeita os outros e se dispõe a negociar e a contemporizar; sempre cumpre as suas promessas; consegue expressar seus verdadeiros sentimentos de tal forma que não magoa os outros; está preparado para correr riscos; reconhece seus fracassos e sucessos; sente entusiasmo e sabe motivar os outros; sente-se bem consigo mesmo.

Bibliografia

LaHaye, Tim F. Temperamentos Transformados. Editora Mundo Cristão. São Paulo. 2011.

Markham, Ursula. Como lidar com pessoas difíceis. Editora Mandarim.São Paulo. 2002

A Escola Bíblica Dominical e o Trabalho em Equipe

Nesta edição abordaremos um tema bastante interessante: O Trabalho em Equipe!

Uma das experiências mais enriquecedoras que podemos ter no exercício do ministério é trabalhar em equipe.

A princípio pode não parecer fácil, pois a cultura administrativa brasileira, no âmbito político e empresarial, é da administração centralizada e hierarquizada; acabamos assimilando e reproduzindo isto quase que inconscientemente. Muitas vezes não nos damos conta de que o trabalho em equipe pode produzir melhores resultados, além de abrir oportunidade para que outras pessoas possam usar seus talentos na busca de alcançar objetivos comuns. Reconheço que não é fácil “desapegar” de um modelo ao qual estamos tão acostumados, mas para que o trabalho em equipe se torne em realidade será necessário:

Reciclagem: É importantíssima a constante atualização do Superintendente e do Corpo Diretivo da EBD, para que se mantenham motivados e seu trabalho seja eficaz. A participação em cursos, simpósios, palestras, e leituras pertinentes ao tema poderá ajudar muito!

A grande dificuldade da implantação trabalho em equipe é justamente “montar uma equipe”. Hoje, para boa parte das pessoas, fazer qualquer atividade na igreja é sinônimo de renúncia e sofrimento. Não há muitas pessoas dispostas a servir! O Superintendente da EBD deve ter paciência, pois terá que fazer que cumprir várias etapas até conseguir montar uma equipe de trabalho:

  1. É necessária uma observação criteriosa para descobrir as pessoas comprometidas e talentosas que existem. 
  2. É preciso treinar as pessoas. Nem sempre as pessoas disponíveis para colaborar estão totalmente “prontas”. Para que os resultados possam aparecer será necessário investir em treinamento.
  3. É preciso ouvir as pessoas. Existem na igreja pessoas com conhecimento técnico, contatos, experiência de vida e criatividade superiores à nossa. Se dermos voz e vez a essas pessoas, aproveitando o potencial delas, todos sairão ganhando; principalmente a EBD e Igreja do Senhor Jesus Cristo.
  4. É preciso compartilhar. É possível conseguir excelentes resultados compartilhando com a equipe os projetos e estratégias de trabalho. Geralmente o líder transmite a ideia inicial do que pretende fazer, e a equipe tem abertura para discutir o projeto e encontrar a melhor forma de realizá-lo. Prepare-se, pois suas expectativas podem ser superadas!
  5. É preciso dar liberdade para trabalhar. Para que o trabalho em equipe ocorra é preciso dar a maior autonomia possível à equipe, e estabelecer um feedback eficiente para estar ao par do andamento dos projetos.
  6. É preciso reconhecer. Devemos procurar reconhecer o valor da colaboração que recebemos. Seja através de um elogio, e-mail, agradecimento público; o importante é mostrar que você reconhece que não fez nada sozinho, e que sem a ajuda da sua equipe o que foi realizado não seria possível!

Esperamos que a EBD alce voos mais altos através do trabalho em Equipe!

A Importância das Reuniões


Caro leitor, é provável que você já tenha ouvido expressões como: “A EBD é a maior escola do mundo”, “A EBD é a melhor escola do mundo” ou “A EBD é a maior agência de ensino do Reino de Deus”. Não podemos negar que todas estas expressões são verdadeiras, mas nem sempre tratamos a EBD, em termos de organização, como uma instituição educacional.

Uma das grandes diferenças que podemos perceber, entre a EBD e outras instituições educacionais, é o fato de que, com algumas exceções, a EBD não possui uma “coordenação pedagógica” e não reúne periodicamente a diretoria e os docentes para estabelecer objetivos, elaborar estratégias, avaliar resultados e corrigir distorções. Futuramente abordaremos com detalhes a questão da coordenação pedagógica na EBD. Nesta edição falaremos sobre as reuniões administrativo-pedagógicas.

Estas reuniões devem contar com a presença da diretoria da EBD (que, na maior parte dos casos, é composta por: Superintendentes, Secretários e Guarda Ofertas) e do corpo docente, incluindo professores de todas as faixas etárias. 

Para que as reuniões sejam bem-sucedidas é necessário que sejam observados alguns cuidados:
  1. Notificação prévia aos participantes: Horário, Local, Propósito e Assuntos que serão abordados;
  2. Organização do local da reunião: a reunião deve ser realizada em um local adequado (boa iluminação, assentos adequados) visando o conforto físico dos participantes e a produtividade;
  3. Preparo de um esboço ou agenda das atividades que serão desenvolvidas ao longo da reunião;
  4. Fornecimento de material aos participantes: papel e caneta para anotações, pauta da reunião para acompanhamento dos assuntos e recursos audiovisuais (caso forem utilizados) em ordem.

O Superintendente da EBD, ao presidir a reunião, deve:
  1. Preparar bem a reunião, de modo que os participantes sintam-se envolvidos, motivados e cientes dos propósitos da reunião;
  2. Começar, e terminar, a reunião no prazo determinado;
  3. Criar uma atmosfera em que os participantes sintam-se livres, e encorajados, a emitir opiniões que contribuam para resolução dos temas propostos;
  4. Evitar que as discussões fujam aos temas propostos previamente;
  5. Cultivar o bom humor e o entusiasmo, evitando assim que a reunião se torne maçante;
  6. Deixar claro aos participantes que a participação deles é apreciada e que as reuniões são de grande importância para o sucesso da EBD.

Finalmente, deve ser feita uma avaliação dos resultados da reunião:
  1. A equipe funcionou bem durante, e pareceu satisfeito ao término da reunião?
  2. Houve algum problema(s) específico(s)? O que pode ser feito para resolvê-lo(s)?
  3. Houve alguma ausência? Qual o motivo?
  4. Houve negligência ao tratar aspectos importantes de determinado assunto discutido na reunião
  5. Quais foram os resultados positivos da reunião?
  6. Quais foram as conclusões a que se chegou?
  7. Há algo que pode ser melhorado para reuniões futuras?

Mãos à obra e boas reuniões! A EBD agradece.


Bibliografia

Davies, Billie. Pessoas, Tarefas e Objetivos. ICI, Lisboa, 2006.

Você acredita em Escola Dominical?

Alguns anos atrás ganhei um livreto com um título muito sugestivo: “Você acredita em Escola Dominical?”. Passados quase trinta anos do lançamento do referido livro, escrito pelo Dr. Angelo Gagliardi, gostaria de refletir um pouco sobre a pergunta formulada por ele.

Lamentavelmente existem muitas pessoas que não acreditam na Escola Dominical. Isso é comprovado pelo fato de que algumas denominações extinguiram a EBD. Outro fato que demonstra o descrédito de muitos em relação à EBD é a frequência de um contingente que não chega, na maioria dos casos, a um terço dos membros da maioria das igrejas.

Por que muitos não acreditam na Escola Dominical? Vejamos:

a) Porque baseados em experiências frustrantes do passado rotularam a EBD como “ultrapassada” ou “ineficaz” e não acompanharam a grande evolução do currículo e material didático da EBD, bem como o alto nível dos encontros e conferências promovidos pela CPAD para a capacitação dos docentes e superintendentes;

b) Porque desconhecem a enorme contribuição da EBD na formação teológica, moral e intelectual dos seus alunos;

c) Porque são suscetíveis a opiniões de pessoas que, além de não serem alunos da EBD, são críticos contumazes.

Por que devemos acreditar na Escola Dominical? Porque, além da evolução e contribuições que mencionei acima, a EBD:

  • Estimula a Leitura e o Estudo da Bíblia Sagrada: Boa parte dos cristãos que são leitores e estudantes da Bíblia Sagrada adquiririam esses hábitos salutares através de sua participação na Escola Dominical. 
  • Ajuda o aluno a desenvolver raciocínio investigativo e melhorar a comunicação: Na Escola Dominical o aluno tem a oportunidade de expressar suas opiniões, formular perguntas e esclarecer suas dúvidas. Além disso, através da participação o aluno vai vencendo a inibição e passa a comunicar-se melhor!
  • É um verdadeiro celeiro para a formação de novos obreiros: Grande parte dos nossos obreiros, além de terem recebido os “rudimentos da doutrina” na EBD, iniciaram sua trajetória como alunos, e posteriormente exercendo alguma função na EBD. O ideal é que o obreiro nunca deixe de ser aluno da EBD, pois quem não está disposto a aprender, não está apto para ensinar!
  • Auxilia a família na instrução das crianças: A Palavra do Senhor nos orienta - “instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv 22.6); sabemos que esse papel é, primordialmente, da família; mas a EBD foi, é, e continuará sendo importantíssima na instrução das nossas crianças.
  • Fortalece a família: Uma família que vai unida à Escola Dominical, permanece unida! Digo por experiência própria! Meu Pai aceitou a Cristo na EBD, e sempre fez questão de que toda a família frequentasse assiduamente. Esse procedimento foi imprescindível para que nossa família fosse estruturada na Palavra, fortalecida e, mesmo após a morte de meu pai, permanecêssemos unidos e servindo ao Senhor!

Eu acredito na Escola Dominical! E você?


Bibliografia

Gagliardi, A. J. Você acredita em Escola Dominical?. Vinde, Rio de Janeiro, 1997

A Escola Bíblica Dominical e o Departamento Infantil

Sem dúvida alguma, as crianças são importantíssimas para a Escola Bíblica Dominical. Recapitulemos a História da EBD:

“A Escola Dominical surgiu na Inglaterra, com o propósito de evangelizar crianças que ficavam sem atividade durante o dia de domingo. As crianças que trabalhavam nas fábricas, de segunda a sábado, durante horas muito longas, ficavam desocupadas nesse dia, quase abandonadas, passando o tempo brincando, brigando e aprendendo toda espécie de vícios. Elas extravasavam toda sorte de violência nesse dia. Essas crianças, constatou Robert Raikes, estavam a um passo do mundo do crime. Raikes resolveu estabelecer uma escola gratuita para esses meninos de rua. Um dos objetivos de Raikes era modificar-lhes o caráter usando os ensinamentos bíblicos” (Wikipédia)

Precisamos reconhecer os grandes esforços feitos pela CPAD, para oferecer o que há de melhor em material didático para as nossas crianças; como também o esforço dos professores. Entretanto existem alguns problemas que gostaríamos de pontuar:

1. Muitas crianças não estão matriculadas na EBD, pois seus pais não são alunos da EBD, nem tampouco preocupam-se em proporcionar instrução bíblica a seus filhos;

2. Embora tenhamos um bom número de professores ainda não atende à demanda;

3. Em muitos casos, devido a circunstâncias de algumas congregações, crianças de faixas etárias diferentes estudam juntas;

4. Em grande parte das igrejas tem havido dificuldade em esclarecer os papéis da Coordenação do Departamento Infantil e a Superintendência da EBD na gestão das classes de crianças. Em muitos casos o Departamento Infantil atua separadamente, sem reportar-se à Superintendência da EBD. O resultado disto é que, em virtude da falta de comunicação, acaba ocorrendo uma deficiência na reposição de materiais, além de outras situações que o Superintendente da EBD sequer é informado;

5. Na grande maioria das nossas igrejas não há estratégias para alcançarmos crianças não crentes.

Face aos problemas elencados tenho algumas sugestões:

a) Criar uma campanha publicitária tendo como público-alvo os pais que não são frequentadores da EBD. Esta campanha deve mostrar a importância da instrução bíblica para a formação integral das crianças, e a responsabilidade dos pais;

b) Investir na formação de novos professores realizando cursos de formação e aperfeiçoamento;

c) Ter, no mínimo, classes de crianças alfabetizadas e não alfabetizadas. Entendemos que existem  dificuldades quanto a falta de espaço físico e de professores, mas desta premissa não podemos abrir mão;

d) A Superintendência da EBD deve administrar a EBD como um todo. Isto inclui as classes de crianças. Caso existam os problemas supracitados sugiro a realização de uma reunião para esclarecimentos e resolução de problemas.

e) Fazer um contato amistoso com os vizinhos para obter permissão de trazer as suas crianças para a EBD. Este pode ser um caminho para alcançar as crianças e, posteriormente, suas famílias.

Ajustando o Espaço Físico da EBD

“Vocês serão pastores. Quando forem construir igrejas iniciem o projeto pelas salas de aula da Escola Bíblica Dominical”.

Esta era uma das orientações dada por um dos pioneiros do Ensino Teológico, no âmbito das Assembleias de Deus no Brasil, aos seus alunos. 

O fato é que a estrutura da Escola Bíblica Dominical é bastante heterogênea em nossas igrejas. Se por um lado temos algumas igrejas que dispõe de salas de aula propriamente ditas, com equipamentos como lousa, carteiras, computador, projetor multimídia e etc, em outras igrejas não existem salas de aula, e as classes são organizadas no próprio ambiente de cultos, ou em “salas improvisadas”, sem ventilação, e que não oferecem um ambiente favorável para o processo de ensino/aprendizagem. Existem ainda as congregações que estão em salões locados, muitas vezes bem pequenos, e que tornam difícil a separação de classes de acordo com a faixa etária. Como fazer para tentar criar um ambiente minimamente favorável para a aprendizagem, quando não dispomos de espaço físico e materiais adequados? Vejamos:

Nas congregações que estão em salões locados, com pouco espaço físico, podem ser adotadas as seguintes estratégias:
  • A aula de algumas classes, como crianças e adolescentes, poderia ser realizada em horário diferente da aula dos jovens e adultos. Como a didática, e os materiais utilizados, são muito específicos, realizando a aula em horário diferente estas classes teriam mais flexibilidade na utilização do espaço físico, organizando de maneira mais lúdica e adequada à faixa etária. Somado a isto os professores teriam condições de utilizar métodos de aula que não podiam utilizar quando todos estavam reunidos no mesmo ambiente. Cabe esclarecer que esta estratégia depende de um grande comprometimento dos pais com a EBD, pois implica na disponibilidade deles em trazer as crianças e adolescentes fora do horário em que estarão na aula para os adultos. 
  • Em espaços físicos pequenos podemos confeccionar cortinas para separar as classes de acordo com a faixa etária. Estas cortinas podem ser de material bem simples, como TNT, suspensas por varal, preso em dois ganchos. A vantagem desta estratégia, em relação à primeira, é que não haveria necessidade de horários diferenciados. Todos estariam juntos na EBD, no mesmo horário, e as classes separadas de acordo com a faixa etária! Já utilizamos, com sucesso, esta estratégia em mais de uma congregação onde trabalhamos. Através dela pudemos, mesmo em ambientes bem pequenos, criar classes que não existiam “devido ao espaço físico”; o resultado foi um grande crescimento na frequência da EBD!
Nem sempre será possível ter todas as classes. Existem algumas congregações que estão em salões bem pequenos, cuja lotação máxima é de cinquenta pessoas. Nestes casos se a EBD tiver três classes: Infantil; Jovens e Adolescentes; e Adultos, já poderá ser considerada, dentro da realidade local, uma EBD completa.

O Desafio de Lecionar para a Classe de Jovens

Lecionar para a classe de jovens é um grande desafio! Os avanços tecnológicos, o advento das redes sociais, a grande difusão de informações, além do relativismo moral que caracteriza a era pós-moderna, tornaram o jovem de hoje um grande “enigma” para grande parte dos professores. Para que se obtenha sucesso na tarefa de ensinar os jovens é importantíssimo conhecê-los melhor!

O Pr. Josué Campanhã, conceituado teólogo, escritor e diretor nacional da SEPAL (Servindo Pastores e Líderes) traçou o perfil do jovem evangélico de hoje; as características elencadas por ele não nem um pouco animadoras. Vejamos:
  • Superficialidade Espiritual; 
  • Apreciação dos Shows e Mega Eventos;
  • Busca constante de Novidades; 
  • Fuga de Estruturas Rígidas; 
  • Recusa em ocupar Funções de Liderança;
  • Dualidade de Procedimentos dentro e fora da Igreja.
Embora não se refira aos jovens brasileiros, uma pesquisa realizada pelo Barna Group, nos Estados Unidos, revelou que 60% dos jovens americanos abandonaram a fé, antes mesmo de chegarem à idade adulta. Pelo fato do Brasil ser tradicionalmente influenciado pela cultura americana, vale a pena ver o que os jovens americanos pensam sobre a igreja:
  • Demoniza tudo o que está fora dela;
  • Frequentá-la é, na maioria das vezes, chato;
  • Julga os que erram, em vez de ajudá-los
  • Tem uma atitude superprotetora e exclusivista;
  • Sua visão é antagônica à ciência;
  • Trata o sexo de maneira errada;
  • Trata com hostilidade quem não crê no que ela ensina
Com base no que expusemos acima, ficaram claros os anseios da juventude atual. Precisamos ter sensibilidade, conhecimento e argumentação consistente para podermos estar à altura do desafio! Os jovens são, cada vez mais, independentes em suas opiniões e rejeitam as famosas “respostas prontas”.

Já pudemos observar o perfil do jovem evangélico de hoje, e o que este jovem pensa sobre a Igreja. Vale a pena conhecermos algumas características peculiares desta faixa etária:
  • Período de grandes escolhas;
  • Sede de Conhecimento;
  • Desenvolvimento físico completo;
  • Preocupação com a vida emocional e afetiva;
  • Disposição em sacrificar-se por algo em que realmente acredita, ou está comprometido;
  • Desenvolvimento da autoconfiança
O Pastor, e Palestrante, Sérgio Ricardo Leoto elencou algumas características necessárias para influenciar os jovens. São elas: Disciplina, Visão, Sabedoria, Coragem, Decisão, Humildade, Autenticidade, Simpatia, Empatia, Perseverança, Bom Humor, Paciência, Vida de Oração. 

Se, com base nas informações que obtivemos sobre o jovem e seu modo de ser e pensar, e cultivando características que nos permitam influenciá-los, teremos grandes probabilidades de desenvolver um relacionamento em que nos tornaremos mais acessíveis aos jovens, e teremos mais acesso a eles!

Este assunto é amplo e, com certeza, retornaremos a ele em futuras edições. Não desista! Ensinar aos jovens é um grande desafio, mas com a ajuda do Senhor você será bem-sucedido!

O Professor da EBD e o Cuidado com a Saúde

Não menos importante que o preparo espiritual, a didática e o estudo bíblico, mas muitas vezes neglicenciado por nós professores da EBD, está o cuidado com a saúde. Na ânsia de fazer a obra de Deus com excelência, acabamos esquecendo que se não cuidarmos do nosso corpo não teremos como exercer o nosso ministério. Vejamos alguns cuidados que todos nós devemos tomar:

Com a voz: Através da nossa voz transmitimos o ensino da Palavra de Deus. Devemos cuidar dela da melhor maneira possível. Segundo orientações de fonoaudiólogos, o professor deve: evitar abusos vocais (como gritar ou falar muito alto),  evitar ingerir leite e derivados antes das aulas (estes alimentos aumentam a quantidade de muco e secreção prejudicando a voz), manter-se hidratado (beber água é importantíssimo para evitar o ressecamento das pregas vocais), ingerir alimentos cítricos (ajudam a eliminar o excesso de muco e secreção que prejudicam a voz);

Com a visão: Para preparar uma boa aula o professor dedica várias horas no trabalho de pesquisa e leitura. Cuidar da visão é imprescindível! Vejamos alguns cuidados que devem ser tomados: Procurar anualmente o médico oftalmologista para exames preventivos (principalmente a partir dos 40 anos), Evitar coçar ou esfregar os olhos,   Evitar tocar os olhos sem lavar as mãos, Evitar exposição excessiva ao sol sem estar com os olhos protegidos (a exposição excessiva e a falta de proteção podem causar queimaduras na córnea) Evitar períodos prolongados de trabalho em frente ao computador (é necessário estabelecer intervalos regulares para evitar que os olhos fiquem ressecados);

Com a memória: O professor da EBD trabalha com informações. Nem sempre terá material de consulta à mão, principalmente no decorrer de uma aula... A memória deve estar em dia! Algumas atitudes contribuem para que se tenha uma boa memória: Exercitar a memória, Treinar a concentração e o foco nas atividades executadas (é impossível lembrar algo em que não se prestou atenção), Manter-se ativo (a inatividade leva à perda de memória), Manter vínculos sociais, Programar momentos de lazer.

Problemas como infarto, AVC e diabetes tem acometido um número expressivo de pessoas. Há alguns cuidados que devem ser tomados para evitar estes problemas:

1. Ir ao médico regularmente (com exames de rotina é possível analisar os níveis de açúcar e colesterol no organismo);

2. Seguir uma dieta equilibrada (é importante a orientação de um médico ou nutricionista);

3. Praticar atividades físicas (contribui para evitar infarto, diabetes, hipertensão, obesidade e diversas outras doenças);

4. Descansar (uma boa noite de sono, observando as oito horas recomendadas pelos médicos, pode evitar muitos problemas);

5. Procurar manter o bom humor (o estresse pode aumentar em até 30% a possibilidade de um infarto)

O nosso corpo é o Templo do Espírito Santo! Devemos cuidar bem dele para que continuemos servindo ao Senhor!


Bibliografía

Bernardo, André. 8 hábitos que ajudam a cuidar dos olhos. Disponível em: https://saude.abril.com.br

Moretti, Miguel. Dez dicas para evitar um infarto. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br

Paz, Elioenai. Cantores e fonoaudiólogos ensinam como cuidar e melhorar a voz. Disponível em: https://saude.ig.com.br

São Paulo. Saiba quais cuidados tomar para manter uma boa memória. Disponível em: https://www.saopaulo.sp.gov.br

O Senhor Jesus e as Sete Leis do Ensino

John Milton Gregory, ministro batista e educador, escreveu, em 1886, o famoso livro intitulado “As Sete Leis do Ensino”. Este livro é considerado uma obra clássica e, ainda hoje, é muito utilizado por Professores da Escola Bíblica Dominical que almejam ser eficazes no exercício do Ministério do Ensino. 

Sabemos que o Senhor Jesus é o Mestre dos Mestres. Se observarmos atentamente os Evangelhos constataremos que o Senhor já fazia uso das Sete Leis do Ensino muito antes que elas fossem propostas pelo Pr. Gregory. 

Certa vez fui convidado para ministrar sobre o tema: “Jesus e as Leis do Ensino”. O Espírito Santo me levou às seguintes comparações:

1. Lei do Professor: O professor deve conhecer completa e familiarmente a lição que quer ensinar.
O Senhor Jesus é o verbo que no princípio estava com Deus e era Deus; todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez… Ele conhece todas as coisas, pois estava presente e atuante na criação de tudo! (Jo 1.1-3)

2. Lei do Aluno: O professor deve ganhar e conservar a atenção e o interesse dos alunos para a lição.
O Senhor Jesus sempre cativava a atenção de seus ouvintes, haja vista o que ocorreu com Maria que, apesar das queixas de sua irmã, não desperdiçou a oportunidade de estar aos pés do Mestre para ouvir seus ensinos.(Lc 10.38-42)

3. Lei da Linguagem: Esta lei trata sobre o tipo de linguagem que deve ser utilizado pelo professor, na comunicação com o aluno, para que o processo didático-pedagógico seja bem-sucedido.
Também neste quesito vemos o Senhor Jesus acima de todos os outros mestres! Os evangelhos mostram-nos que em certa ocasião os soldados não conseguiram prender Jesus, pois “nunca ouviram alguém falar como Ele” (Jo 7.46.47). As multidões queriam ouvi-lo, pois viam autoridade em suas palavras e em seu ensino (Mc 1.22). 

4. Lei da Lição: O professor deve começar o ensino por aquilo já é conhecido e já faz parte da experiência do aluno, para então avançar para o ensino do novo conhecimento.
Jesus utilizava-se de comparações (parábolas) baseadas em objetos e situações do cotidiano de seus ouvintes para comunicar as verdades espirituais. (Mt 13.1-58)

5. Lei do Trabalho do Professor: O professor deve estimular a mente do aluno para que ela aja por si, colocando-o na posição de um descobridor, ou antecipador, da verdade ensinada.
A parábola do bom samaritano.(Lc 10.25-37)

6. Lei do Trabalho do Aluno: O professor deve levar o aluno a reproduzir em pensamento a lição que está aprendendo, pensando ou recordando, até que possa reproduzi-la com suas próprias palavras.
O diálogo em que o Senhor inquire os seus discípulos sobre quem eles pensavam que Ele era. (Mt 16.13-16)

7. Lei da Revisão: O professor deve reproduzir o que já foi ensinado aprofundando impressões e ligando a significados adicionais.
O Reino dos Céus é um dos temas mais abordados por Jesus ao longo de todo o seu ministério.(Mt 5.3; 6.9,10,33; 21.31; 24.14; 26.29)


Bibliografia

GREGORY, J. M. As Sete Leis do Ensino. Rio de Janeiro: Editora Juerp, 1980.

Criando uma Cultura de Participação na EBD

Todos os que estão envolvidos com a EBD, e sabem da sua importância, gostariam que o maior número possível de irmãos fossem alunos da mesma. Como em grande parte dos casos isto não ocorre, ficamos procurando encontrar soluções para que este quadro seja alterado. Às vezes temos dificuldades em identificar os motivos que levam as pessoas a não participarem da EBD. Existem igrejas que tem uma excelente EBD, oferecem todos os recursos, mas, mesmo assim, a participação é baixa. Qual o motivo? A falta de cultura de participação na EBD! 

Vejamos algumas definições sobre “cultura”:

Segundo a sociologia, cultura pode ser definida como “conjunto de ideias, comportamentos, símbolos e práticas sociais, aprendidos de geração em geração através da vida em sociedade”. 

No mundo empresarial cultura é definida como o “modo informal e compartilhado de perceber, sentir e agir em uma organização.” 

Baseados nas definições acima, podemos concluir que:

1) Um grande número de irmãos não participam da EBD porque desde de a infância não tiveram o hábito de fazê-lo. São oriundos de famílias que, provavelmente, não participavam da EBD. Por isso não adquiriram o comportamento, e a prática, da participação na EBD, nem tampouco valorizam a mesma. Consequentemente não transmitirão esses valores aos seus filhos, perpetuando a cultura.

2) Esse sentimento é compartilhado com outros irmãos da igreja, e acaba provocando um contágio negativo de muitos, que acabam, também, não participando da EBD.

O que fazer?

a) É necessário ter paciência e comprometimento: Estabelecer uma nova cultura é um processo lento. Segundo a psicologia pode levar anos! Planejar, executar bem e avaliar resultados periodicamente terá que ser um processo contínuo para que os resultados apareçam!

b) É necessário envolvimento: Não há como fazer esse trabalho sozinho. Uma equipe bem treinada e composta por pessoas que acreditam na EBD, e “vistam a camisa”, será fundamental.

c) Comunicar, comunicar e comunicar: A comunicação é a principal ferramenta no processo de implementação de uma nova cultura. Você já observou o Metrô de São Paulo? A limpeza, as pessoas utilizando o lado direito da escada rolante e deixando o esquerdo livre? Pois é... Resultado obtido através de muita comunicação, às vezes até exaustiva! Será necessário usar todos os meios de comunicação a fim de mostrar de uma maneira clara, firme e consistente os benefícios que a EBD pode trazer para a vida do indivíduo e para a igreja! Trazer pessoas para uma nova cultura só será possível se elas compreenderem, e se entusiasmarem com, os novos valores propostos.

d) Relacionamentos: Numa das definições de cultura vimos que os relacionamentos podem definir sentimentos e ações. O contato pessoal/individual com os irmãos que não participam da EBD é imprescindível para que possam sentir o desejo, e a necessidade, de estar na EBD. A equipe da EBD pode trabalhar nesse sentido!

A influência da EBD nas Futuras Gerações

“Aqueles que têm a juventude do seu lado controlarão o futuro.” 

A citação acima foi feita por Hans Schemm, líder da liga de professores nazistas. Ele foi um dos responsáveis pelo sistema educacional que exercia forte doutrinação sobre crianças, adolescentes e jovens. O sistema nazista foi tão eficiente, que acabou inspirando o sistema educacional dos países do antigo bloco socialista, e inspira nos dias de hoje a mídia e governos tidos como democráticos. São notórios os esforços que são feitos em nossos dias para incutir valores anticristãos em crianças desde a mais tenra idade.

Ao refletirmos sobre a afirmação feita pelo apóstolo Paulo em II Timóteo 3:15, e sobre a orientação registrada em Provérbios 22.6, vemos que tanto o AT como o NT deixam claro que as crianças devem ser ensinadas nas sagradas letras desde a mais tenra idade. Timóteo, filho de mãe judia, começou a ser instruído (provavelmente) aos cinco anos de idade, como era costume dos judeus. A semeadura feita por Eunice e Loide trouxe um excelente resultado: Timóteo tornou-se um obreiro, um importante colaborador do Apóstolo Paulo. No AT poderíamos citar o exemplo de Moisés; a instrução que recebeu de Joquebede fez com que recusasse ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus (Hb 11.24,25).

A Escola Bíblica Dominical nasceu com o objetivo de tirar as crianças da ociosidade, e das más companhias, e através dos ensinos bíblico e secular proporcionar a elas um futuro melhor. Influenciar as futuras gerações está no DNA da EBD; não podemos perder isto de vista!

As crianças, os adolescentes e os jovens de hoje tem maior acesso a informação, são assediados pela mídia, gastam boa parte do tempo com a internet e as diversões eletrônicas... Influenciá-los é um grande  desafio para a EBD. 

Etimologicamente o termo influência, oriundo do latim, transmite a ideia de preenchimento. Para o dicionário da língua portuguesa, influenciar é: ter peso nas considerações ou decisões de outrem. Ambas as definições mostram-nos que se a EBD puder, através do ensino da palavra de Deus, dos bons exemplos, e do uso dos recursos pedagógicos e tecnológicos, preencher o interior de nossas crianças, adolescentes e jovens, seus valores e decisões serão baseados naquilo que foi semeado; ou seja, a Palavra de Deus!

Prezado Professor, gostaria de deixar uma palavra de incentivo: através do seu ministério o Senhor levantará novos Timóteos que serão bençãos nas mãos do Senhor, e farão a diferença na sociedade!

Padronização da Aulas na EBD

Uma das maiores preocupações dos professores da EBD, principalmente dos que trabalham em congregações menores, e com recursos limitados, é: como esclarecer as dúvidas que surgem durante a preparação da aula? Há algumas iniciativas que podem ser adotadas para auxiliar os professores:

1. Aulas de Padronização: Algumas igrejas utilizam o sábado para reunir todos os professores da EBD e ministrar uma aula para auxiliá-los. Essas aulas também são utilizadas para padronizar a linha doutrinária que deverá ser utilizada por todos. É comum encontrarmos EBD’s onde o mesmo assunto foi ensinado em várias classes, mas os pontos de vista de alguns professores são completamente divergentes. Isso acaba gerando dúvidas, debates e prejuízos...

2. Coordenação Pedagógica: Sabemos que nem sempre é fácil reunir todos os professores num sábado, como mencionamos acima; muitos têm mais de uma função na igreja, além de suas atividades pessoais. Para resolver o problema, sugiro a criação da função de Coordenador Pedagógico da EBD. O Coordenador Pedagógico deve manter-se em constante contato com os professores (telefone, e-mail, redes sociais) esclarecendo possíveis dúvidas e indicando sites, livros, textos e quaisquer outros recursos que possam ser úteis para auxiliar os professores.

3. Biblioteca: É muito importante que a igreja tenha uma biblioteca à disposição dos professores da EBD. A princípio pode parecer um pouco difícil começar do zero, mas vários irmãos têm bons livros, em bom estado, e estão dispostos a doá-los; além disso, várias editoras cristãs também fazem doações. Em edições futuras falaremos mais a fundo sobre o assunto.

4. Internet: Seria muito bom que fosse disponibilizado um computador com acesso à internet, e impressora, para que os professores pudessem utilizá-lo. Nem todos os professores têm computador, ou acesso à internet; a disponibilização desse recurso abriria novas possibilidades para eles.

Caso as sugestões propostas não sejam adotadas, o professor, ao preparar a aula, deve ter os seguintes cuidados:

Ler, mais de uma vez, todo o conteúdo da lição, inclusive as ajudas e orientações pedagógicas propostas pelo comentarista.

Procurar utilizar sempre: Bíblia Sagrada (em mais de uma versão), dicionário da língua portuguesa, dicionário bíblico, comentário bíblico. Se não tiver esses materiais seria importante adquiri-los. 

Elaborar a aula visando sempre alcançar os objetivos propostos pelo comentarista da lição.

Caso surgirem dúvidas, procurar o auxílio do superintendente da EBD, ele poderá ajudar a elucidá-las.

Quando for ministrar aula sobre algum assunto polêmico procure saber qual a visão do pastor, do superintendente e dos demais professores. Isso fará com que tenha respaldo e segurança para ministrar a aula.